A polícia de Jardim foi acionada na manhã de 24 de abril para investigar o possível descumprimento de uma medida protetiva. A Central de Atendimento e Despacho Generalizado (CADG) informou que o suspeito estaria com a tornozeleira eletrônica descarregada e teria se aproximado da área de exclusão da vítima por volta das 06h10. Não foi possível contatar a vítima por telefone cadastrado.
A equipe policial deslocou-se ao endereço informado, onde foi recebida pela genitora do suspeito, uma senhora com deficiência visual que reside sozinha e faz uso de medicações fortes. Ela negou a presença do filho na residência e informou que a irmã do suspeito estava acolhida na instituição "Casa da Garota". Após a moradora franquear a entrada, uma averiguação foi realizada no imóvel com apoio da Força Tática, mas o suspeito não foi localizado. A genitora declarou desconhecer o paradeiro do filho.
Em continuidade às diligências, a equipe policial localizou o suspeito trabalhando em uma obra situada ao final de uma rua na cidade. Ele foi conduzido em compartimento fechado da viatura, sem uso de algemas. O homem apresentava uma escoriação no lado esquerdo do nariz, que ele alegou ser devido a uma queda de andaime durante o trabalho.
O suspeito declarou que não esteve na residência de sua mãe nos dias anteriores, mas afirmou ter comparecido ao local na semana anterior para prestar cuidados à genitora. Ele informou que atualmente reside com sua avó, em um bairro da cidade, e que no dia anterior havia se deslocado a um mercado situado a mais de cinco quadras da residência materna.
Uma equipe policial também se dirigiu à "Casa da Garota", onde repassou as informações à coordenadora da instituição, que forneceu um número de telefone para contato. Consta uma medida protetiva vinculada a um processo judicial.
Na Delegacia, o suspeito reforçou sua versão dos fatos.
O Suspeito informou que teria se deslocado à residência de sua genitora em razão de a mesma ser portadora de deficiência visual e outras doenças e que tinha ciência que sua irmã não se encontrava na casa, por estar acolhida na instituição "Casa da Garota" e, assim, não manteve qualquer tipo de contato com a mesma.
Diante das declarações e dos fatos apresentados, a autoridade policial plantonista deliberou por não lavrar o Auto de Prisão em Flagrante. O suspeito foi liberado após a atualização de seus dados junto ao sistema SIGO.