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Alunos da USP protestam por melhores condições de moradia e refeições

Mobilizações em diversos campi e greve de estudantes e funcionários cobram investimentos em bolsas, moradia estudantil, fornecimento de água e combate à precarização.

24/04/2026 às 10:53
Por: Redação

A Universidade de São Paulo (USP) foi palco de manifestações na última quinta-feira, dia 23, com estudantes e funcionários da instituição unindo forças para exigir melhores condições de permanência e trabalho. As mobilizações recentes, que incluem uma greve estudantil em andamento, destacam a insatisfação com cortes de bolsas, a carência de moradias adequadas e a qualidade dos serviços universitários.

 

Reivindicações Estudantis e Greve

 

A mobilização dos estudantes, que teve início com uma greve em 15 de maio, é impulsionada pela demanda por políticas de permanência mais eficazes. As pautas centrais incluem a necessidade de aprimorar a oferta de alimentação, expandir as vagas em moradias estudantis e garantir um fornecimento de água adequado. O movimento, organizado pelo Diretório Central dos Estudantes da USP (DCE Livre da USP), realizou um ato que percorreu as vias adjacentes ao campus Butantã.

 

A adesão à paralisação estudantil se estendeu por mais de cento e vinte cursos, abrangendo pelo menos cinco dos dez campi da universidade, evidenciando a amplitude do descontentamento.

 

Funcionários Juntam-se ao Movimento

 

Paralelamente, os funcionários da instituição também se encontram em estado de greve, motivados por questões como perdas salariais, a implementação de políticas de terceirização e a deterioração do atendimento nos restaurantes universitários. As más condições sanitárias nesses espaços também figuram entre as preocupações que levaram à paralisação.

 

Júlia Urioste, coordenadora-geral do DCE Livre da USP e estudante do curso de Artes Cênicas, expressou a visão dos manifestantes sobre a situação financeira da universidade.

 

A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis e precisamos de investimento para permanência estudantil.

 

Próximos Passos da Mobilização

 

Diante do cenário de insatisfação, os estudantes protocolaram um pedido formal para a criação de uma mesa de negociações direta com a reitoria da USP, buscando encontrar soluções para as demandas apresentadas. A agenda de protestos prevê uma nova ação para esta sexta-feira, dia 24, pela manhã, a ser realizada no interior do campus Butantã, com o foco em manifestações próximas à sede da reitoria.

 

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